Orionlog

Quarta-feira, Setembro 26, 2007


meu povo

tou no http://www.soundscape.blogger.com.br/ agora.

não é de cinema, mas pode rolar algum texto lá.


Domingo, Novembro 12, 2006


Volver - 37



O que começa como uma trama hitchcockiana bem interessante e com um roteiro supreendente cai em uma comédia pastelão. almodóvar novamente tratando as mulheres como esplendores, mas o filme fica com um roteiro tão problemático que nem as atuações decentes salvam. e dizer que é engraçado é besteira, pouquíssimas cenas saem do lugar comum ali quando o assunto é "rir". o final "redentor" incomoda bastante também. parece que o bom e velho pervertido espanhol - só ver a fixação por pés, bundas e decotes (nada condenável, vale dizer) - está ficando esclerosado.


Quarta-feira, Setembro 27, 2006



O Deserto Vermelho [Il Deserto Rosso. Itália, 1964. Michelangelo Antonioni] - 89

Em meio a fábricas, fumaça, cinzas, Antonioni começa o que viria a ser a sua mais nova antologia poética; Aqui, a cinebiografia do mestre italiano fica novamente retratada. O cineasta que melhor sabe exprimir o poder e o valor dos sentimentos humanos através da película [e aqui, da ausência de trilha sonora] abusa de um ritmo lento, quase parando. Exatemente como o coração de sua protagonista Giulianna, interpretada brilhantemente por uma Monica Vitti confusa, tensa, volúvel e inquieta. A musa do diretor novamente volta a cena, mantendo certos trejeiros soturnos e misteriosos do que já foi explorado na chamada Trilogia da Vida, com A Noite, O Eclipse e A Aventura, mas em O Deserto Vermelho, a tristeza da personagem é algo tão forte quanto eclíptico. Justamente. Na fita, a protagonista sente uma dor incomensurável em não ser compreendida e em permanecer em total realidade a parte da dos outros destacados.

O Deserto Vermelho mostra um verdadeiro balé silencioso, onde os sentimentos nunca são extravasados, a essência que remete a personalidade da atriz-mestre não ultrapassa uma faceta comedida e assustada. Como em Persona, do mestre sueco Bergman, Monica Vitti se torna uma Anika Ekberg, presa às suas próprias frustrações, sintetizadas em forma de incompreensão e abstração. Esse caldo é fixo a uma realidade transitória como os barcos que marcam o filme, aqueles mesmo que vêm cercados de névoa e marcam a chegada da 'pólio' e do medo. Os sentimentos de Giuliana são cíclicos, até porque tudo vai. E não volta. Se volta, acontece de forma diferente, brutalmente marcado por rancores e incongruências. É assim que ela encara as voltas que dá a realidade cada vez que desperta de suas crises de pânico e pavor. De solidão e escuro. Cada vez que volta, retorna novamente, mas cada vez mais e mais fragmentada. Até o insuportável. Não vejo o final do filme como uma leitura redentora de Michelangelo, mas como a única saída esperada por ela: fechar-se em si mesma e fugir. Como uma eterna fuga. Em o Deserto Vermelho, os sentimentos são ainda mais rarefeitos que o fog que se dissipa no céu ou que às águas turvas de um porto poluído e sujo.

Bowup 94
A Noite 91
Deserto Vermelho 89
O Eclipse 88
A Aventura 80

Malditas Aranhas! 46

Star Wars 3 - A Vingança dos Sith - 83


Domingo, Julho 23, 2006


Código Desconhecido [haneke] - 58

Desejo Humano [fritz lang] - 52

/Caché [haneke] - 89/

/Quanto Mais Quente Melhor [wilder] - 81/

A Conversação [coppola] - 71

Terror em Silent Hill - 43

/Cidade dos Sonhos/ - 81

Carne Trêmula - 69

/A Igualdade é Branca/ - 77

/Star Wars II/ - 81


Sábado, Junho 17, 2006


Nossa Música [godard]- 50

Warriors [walter hill]- 53

Steve Zissou [wes anderson] - 67

L'argent [bresson] - 76

Pickpocket [bresson]- 84


primoroso. um estudo de um caráter extremamente dúbio e perturbador, cortes precisos cheios de metonímias, habilidade na filmagem das cenas mais complicadas, iluminação de acordo com os padrões psicológicos de cada cena, protagonista brilhantemente interpretado, onde a imprecisão e a obsessão do mesmo desenvolvidas com maestria. sem contar a personagem feminina igual - na verdade mais bonita - a natalie portman 40 anos antes. ao contrário de l'argent, onde o dinheiro causa destruição, de certa forma aqui o dinheiro compõe e contribui para o engrandecimento, que nas devidas proporções leva a tragédia, mas o filme é menos fatalista que o primeiro, e as facetas do protagonista melhor expandidas.

Pergunte ao Pó - 41

O Desprezo [godard] - 90


Domingo, Abril 02, 2006


Crash - 01

Paradise Now - 56

A Era do Gelo 2 - 25

V de Vingança - 59

Albergue Espanhol - 71


Foi tão estranho assistir esse filme. Uma difusão de nostalgias passou pela minha cabeça e eu vi o filme dos meus tempos na Espanha e todas as maravilhosas pessoas que eu conheci... bate uma saudade tremenda.

O Homem Urso - 56

Crianças Invisíveis - 47

A Lula e a Baleia - 74

Rocky IV - 05

Last Days - 55

Da Vinci - 12


Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006


Marcas da Violência - 83

Oldboy - 65

Ponto Final - 76

Fora de Rumo - 42

Flores Partidas - 49

E Sua Mãe Também - 77

Brokeback Montain - 63

Primer - 61

Capote - 79

Terra dos Mortos - 63

Maldito Coração - 08

Sem Notícias de Deus - 37


Domingo, Janeiro 29, 2006


2046 - 77

Harry Potter e o Cálice de Fogo - 16

Munique - 78


01 - Império do Sol 85
02 - Contatos Imediatos do Terceiro Grau 85
03 - Tubarão 83
04 - Inteligência Artificial 83
05 - ET - O Extraterrestre 80
06 - O Resgate do Soldado Ryan 78
07 - Munique 78
08 - Minority Report 76
09 - A Última Cruzada 76
10 - Os Caçadores da Arca Perdida 71
11 - Jurassic Park 70
12 - A Lista de Schindler 57
13 - Prenda-me Se For Capaz 55
14 - Jurassic Park - O Mundo Perdido 42
15 - O Terminal 36
16 - O Templo da Perdição 12

Confissões de Uma Mente Perigosa - 47

O Sol de Cada Manhã - 63

/Adeus Lênin!/ - 72

No Direction Home: Bob Dylan - 72

Amores Brutos - 76

/Amores Brutos/ - 80


O realismo desse filme me assusta. É tão brutal.

Boa Noite, Boa Sorte - 64



Apresenta problemas, pois não se decide entre o realismo escancarado da propaganda anticomunista de mccarthy e a influência televisiva e sua verdadeira importância, como no discurso moralizador final. Claro que tais fatos dependem e acontecem devido a presença da televisão, mas em dado momento fica-se sem uma base que determine ofoco de pensamento do filme, já que corre-se o risco de por tal pensamento, cair em contradição de que a história seja única e exclusivamente a contadora de outra história, a do See It Now, programa do provocador Ed Murrow em seus embates com os conservadores. O discurso sobre liberdades individuais/perseguição fica igualmente engessado na medida em que são apenas jogados em cena, e ficam pairando como uma idéia a ser pescada. Interessante a forma como Clooney escolheu para filmar, se focando basicamente em rostos, expressões e no silêncio. Clooney sabe dialogar no silêncio como ninguém, o que, ironicamente, subverteria seu filme fundamentalmente verbal, brigado, discursado.

Outro problema seria a tal figuração do casal da redação do jornal, onde o papel de Patricia Clarckson se tornaria simplesmente descartável, diferentemente da atuação do protagonista, David Strathairn, fazendo um Murrow centrado, calculista, extremamente frio e com grande habilidade verbal. A fotografia em p&b é maravilhosa pois além de transmitir uma atmosfera totalmente característica - sem ser caricatural ou exagerada - ainda cria um clima um tanto quanto de distanciamento necessário de tal cúpula da emissora CBS. A escolha de planos longos mesmo em cenáros estritos e extremamente reduzidos da direção de Clooney mostram traços estilísticos interessante, e sua criatividade fica presente em outras sequências, como as que possuem continuidade interessante, tanto técnica quanto temática. Já as brincadeiras sobre os embates e o medo do terrorismo são inócuas se vistas de um plano mais macro, mas na realidade da redação e daquele grupo de pessoas - mesmo que em geral escolhidas pelo roteiro em serem mal desennvolvidas - se faz correta, até porque, praticamente não há protagonistas, mas um intelectualismo aterrorizado/encantado com seu poder perante á opinião pública. Como todo bom jornalismo.

Barton Fink - 74

01. Ajuste Final - 86
02. O Homem Que Não Estava Lá - 84
03. Um Plano Simples - 81
04. Barton Fink - 74
05. Fargo - 69
06. Na Roda da Fortuna - 43
07. E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? - 15


Segunda-feira, Dezembro 05, 2005


8 1/2 [ITA 1963, de Frederico Fellini] - 81

Ok. Fellini fez um filme foda. Mas só esse.

/Clube da Luta [Fight Club. EUA 1999, de David Fincher] - 83/

As Virgens Suicidas [The Virgin Suicides. EUA 1999, de Sofia Coppola] - 60

Violent Cop [Sono otoko, kyôbô ni tsuki. JAP 1989, de Takeshi Kitano] - 75


Violência brutal. Na capa do dvd diz que é a resposta japonesa ao Clint Eastwood. É mais ou menos isso mesmo.

King Kong [Idem. EUA 2005, de Peter Jackson] - 82

Todo Mundo Quase Morto [Shaun of the Dead. EUA 2004, de Richard Wright] - 31

/O Homem Que Copiava [BRA 2003, de Jorge Furtado] - 68/


Trono Manchado de Sangue [Kumonosu jô. JAP 1957, de Akira Kurosawa] - 86

/Antes do Amanhecer [Before Sunrise. EUA 1995, de Richard Linklater] - 88 [sobe de 84]/


Ed Wood [EUA 1994, de Tim Burton] - 65

Batman Begins [EUA 2005, de Christopher Nolan] - 70


Quinta-feira, Novembro 24, 2005


/Laranja Mecânica [A Clockwork Orange. UK 1971, de Stanley Kubrick] - 81/ [sobe de 77]

/Os Sonhadores [The Dreamers. FRA 2003, de Bernardo Bertolucci] - 48/ [cai de 79]


A primeira vez foi um rebuliço de aspiração juvenil, de vontade de mudar o mundo, foi Janis Joplin, Jim Morrison e Jimmy Hendrix dialogando [mesmo?] com A Chinesa. Foi o vulcanismo sexual sendo exposto sem delongas na desnudez da própria sociedade burguesa e hipócrita de Bertolucci nos idos do Maio de 68. A segunda foram os olhos um pouquinho mais abertos. Bertolucci acha que "revolução" é pregar a trinca roqueira acima com pitadas bem recheadas de Eva Green - entende-se: sexo - e a embriaguez do momento. Não a embriaguez dos românticos, mas uma mais taciturna e voltada ao torpor imobilizador. Ok, ele faz isso. Ele desde o diálogo que se passa na mesa de jantar com o poeta, onde o personagem de Michael Pitt [péssimo ator, por sinal] mostra que a revolução e a mudança deve partir de dentro, de "um caos visto por deus, onde tudo faz maravilhoso sentido." Tudo respaldado na metáfora furada do isqueiro, metáforas estas que o diretor faz questão de usar a cada 10 minutos de metragem. A mudança, o fim do marasmo parte de um "anjo", de um quadro impressionista andrógeno representado pelo personagem de Pitt. A entidade coberta de mantos femininos e com traços pouco masculinos desnuda o interior do complexo relacionamento dos irmãos, que por sinal pisam no primeiro em termos de atuação [Eva Green também não é esse chocolate todo. Claro que é, mas não em termos de atuação, vocês me entendem], e os leva ao amadurecimento e a conscientização de quem realmente são. Mas tudo é tão mal feito e o roteiro é tão precipitado em transformar tudo de um segundo para o outro, como uma das canções de Hendrix ou de Joplin, que certas cenas incomodam demais. Não sei se é ingenuidade de Bertolucci, mas aquela cena em que Pitt pede para fazer sexo no quarto de Green é tão constrangedora e mal conduzida que a trama podia toda desmoronar por ali. O contraponto que ele faz dos ursinhos sobre a cama com a iminencia do sexo é tão infantil, que todo o subtexto que vinha sendo construído e que já estava exaustivo demais para a questão sexual, fica bobo. A frivolidade no tratamento das questões metalinguísticas em dados momentos parece mera jogada estilística de Bertolucci, mas uma estilística vazia, sem sentimento, que é o que ele tanto prega por trás das mangas das ações de seus personagens. Fazer referências para enquadrá-los ao período, interessante. O exercício metalinguístico vale. Mas se prender ali em detrimento de ações mais construtivas com a justificativa que o cinema era a vida deles ou que o cinema era estatizador das ações dos mesmos [ele não deixa isso nada claro, como a própria questão de vietña], é abuso. A cena da masturbação para Marlene Dietrich é tão gratuita que dá pena. Não é puritanismo. É bater numa tecla já gasta, maturidade x imaturidade, que é verdadeiramente o cerne da questão. Bertolucci cria diálogos fadados e desenvolve os raciocínios pela metade, tentando assim, ganhar certo impacto nas meias-palavras. Mero engano achar que ler palavras de Mao e basear-se em Guerra do Vietña levaria a lugar algum. Por falar nisso, essa última etapa é um tanto quanto vínculo ideológico que também não fica muito claro. Não se sabe até que ponto o paternalismo francês do diretor é fracassado ao mostrar o namoro nos moldes americanos - até como uma brincadeira mesmo - como vínculo de desenvolvimento. Tudo isso, claro! Voltando-se às meias-palavras de "eu nunca vejo televisão, não conheço Maio de 1968" e coisas assim. Sobre a guerra americana, este também não dá o seu parecer, mas o explicita ao final, ao considerar que a sociedade francesa estava muito asfixiada em suas próprias convenções sociais e hipocrisia. Que o sentimento de liberdade norte-americano seria verdadeiramente o que libertaria. "Ah, você vai matar gente, isso é errado", grita Pitt. "Ah, vocês mataram amarelos". Por que, não? Meio tendencioso, creio eu. Meias palavras e idéias jogadas ao ventilador com subterfúgios de resgate do tradicionalismo com a cultura pop e a expansão sexual que são tão mal desenvolvidas, que não levam nada para a frente, muito menos um pensamento com o qual tenta ou pensa estar aplicando não só em seus personagens que crescem, mas também em seu público. Que massacrado com imagens de Eva, com solos de Hendrix e com diálogos de revolução e embriaguez alcoólica, esquece o verdadeiro ponto débil da narrativa.

Talk Radio [EUA 1988, de Oliver Stone] - 10

Puta que pariu, queimem os negativos. Pra sempre.

Átame! [¡Átame!. ESP 1990, de Pedro Almodóvar] - 79

Glauber o Filme, Labirinto do Brasil [BRA 2003, de Silvio Tendler] - 70

Adrenalina Máxima [Sonatine. JAP 1993, de Takeshi Kitano] - 65


"I don't like the way Tarantino treats violence. 'Pulp Fiction' doesn't show realistic violence, but to show violence realistically, you need stamina. It's not easy." Takeshi Kitano

Meninas Malvadas [Mean Girls. EUA 2004, de Mark Waters] - 30

meninas malvadas é tão auto-boicote que é constrangedor. é self-exploitation da cultura juvenil, mas cai exatamente nos mesmos clichês do gênero. e nem lindsay lohan salva.

Mundo Cão [Ghost World. EUA 2001, de Terry Zwigoff] - 64

O Fantasma do Futuro [Kôkaku kidôtai. JAP 1995, de Mamoru Oshii] - 72

Zatoichi [Zatôichi. JAP 2003, de Takeshi Kitano] - 58


01 - Dolls
02 - Hana-Bi
03 - Violent Cop
04 - Sonatine
05 - Zatoichi

Pavor nos Bastidores [Stage Fright. EUA 1950, de Alfred Hitchcock] - 74

01. Psicose
02. Um Corpo Que Cai
03. Disque M Para Matar
04. Janela Indiscreta
05. Os Pássaros
06. Intriga Internacional
07. O Homem Que Sabia Demais
08. Festim Diabólico
09. Correspondente Estrangeiro
10. Pavor nos Bastidores
11. O Terceiro Tiro


Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Crying Fist [Coréia do Sul 2005, de Seung-wan Ryoo] - 59

/Amor a Flor da Pele [Fa yeung nin wa. Hong Kong 2000, de Wong Kar-Wai] - 97/


hoje eu revi o meu filme favorito da década no cinema, uma tela gigante caindo sobre a minha cabeça, sala silenciosa, som lindo. foi uma das experiências mais marcantes na minha vida cinematográfica. terceira vez. e ele fica cada vez mais lindo, sensitivo, dançante. puta que pariu.

Antes do Amanhecer [Before Sunrise. EUA 1995, de Richard Linklater] - 84

/Antes do Pôr-do-Sol [Before Sunset. EUA 2004, de Richard Linklater] - 93/


Ambos vistos em sequência, o segundo pela terceira vez, muito bem acompanhado. Sabe, essas coisas expandem os filmes.

Se for pra citar filmes que pra mim são os mais importantes dos últimos cinco anos, certamente iria citar: Amor A Flor da Pele, Embriagado de Amor e Antes do Pôr-do-Sol.

Doutor Fantástico [Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb. ING 1964, de Stanley Kubrick] - 82

01. 2001 - Uma Odisséia No Espaço 100
02. O Iluminado 88
03. Barry Lyndon 83
04. Dr. Fantástico 82
05. Spartacus 81
06. Laranja Mecânica 77
07. O Grande Golpe 75
08. Nascido Para Matar 74
09. Glória Feita de Sangue 70

O Samurai [Le Samouraï. FRA 1967, de Jean-Pierre Melville] - 58

Decepcionante. A atmosfera noir é interessante, é verdade. A atuação do Deloin é interessante, é verdade. A direção do Melville é decente, é verdade. Mas o roteiro é triste. É tão cheio de lugares comuns - talvez desgastado pelo tempo e pela repetição de suas idéias, o que não justifica já que os de Hitchcock, por exemplo, permanecem tão atuais quanto nos idos dos anos 40 - e maneirismos que tentam forçadamente dar uma aura enobrecida, mas ao mesmo tempo problemática ao personagem de Deloin, que é mal construído. O jogo de gato e rato em quê se baseia a trama narrativa é fútil, a polícia atrás do suspeito e este em meio a suas damas e aos dilemas entre o dinheiro - matador de aluguel - e uma base mais humana de sua personalidade - as mulheres, o pássaro, a fragilidade de um corte que não o tornaria indestrutível. Mas que reduzem o protagonista a um James Bond contido, sem o espetacular do britânico, mas tão datado quanto.

Doze é Demais [Cheaper by the Dozen. EUA 2003, de Shawn Levy] - 29

"Um grande poder trás grandes responsabilidades." Basicamente. Mas é tão bobinho e tão ordinário que incomoda. Os diálogos em close de Steve Martin com as filhas explicando-las que encontrou o emprego dos sonhos e que agora tem que escolher entre a família e o emprego são tentativa frustrada, única, creio eu, de dar algum valor ao que está sendo contado. O filme peca pelo excesso. Pelo excesso de crianças, as doze do título, pelo excesso de piadinhas infundadas e infantis, por atuações pífias do superboy e de Martin, e de um elenco mirim - que seria o ponto provável de valorização do filme - apagado. Só não sei por quem.

/Igual a Tudo Na Vida [Anything Else. EUA 2003, de Woody Allen] - 58/

Tem umas tiradas bem engraçadas e a construção do roteiro de certa forma é interessante, principalmente nas sequências psicanalíticas tanto com Dobel quanto com o profissional de fato. A sequência da cocaína é bem engraçada também. O grande problema é que a narrativa se fecha de forma sufocante em si mesmo, e fica desgastada. Eu não aguentava mais ouvir que a personagem de Cristina Ricci [que eu não acho nada demais em termos de libido, devo dizer] tinha problemas com sexo e não conseguia dormir a noite sem usar soníferos. O personagem de Jason Biggs é tão problemático que incomoda. Talvez pela boa atuação do rapaz, que faz um Allen metalinguistico, rejuvenecescido uns 50 anos. A discussão em torno da rejeição, que toma conta de absolutamente todo o filme, é infudada e tão estática quanto o próprio protagonista. Mas é interessante ainda ver determinados elementos puramente Woody Allen, como Billie Holiday até dizer chega, Diana Krall, discussões filosóficas e piadinhas infames sobre câmaras de gás em Auschwitz. Mas fica aquele cheiro de desgaste no cineasta. Match Point em breve chega e tenho expectativas muito maiores pra este, até porque, Scarlet Johansson está em cena.

/Sinais [Signs. EUA 2002, de M. Night Shyamalan] - 73/

É mais interessante do que você pensa, leitor. O grande problema é que Shyamalan faz um final mais ou menos pastelão, que estraga com grande parte do suspense contido ali. O modo como o diretor retrata as crianças é muito dúbio também, em certo momento elas estão com feições de assassinas psicopáticas e em outros como santos, o que de certa forma, essa dubiedade neste tratamento prejudica a análise mais profunda do filme. A carga que Sinais carrega é decente, porque por trás da trama demonstrada ali, há uma outra trama, que fala de um homem que perdeu a fé, seu objetivo de vida seria buscar novamente a fé, e quando este desiste da mesma, o conflito entre o imaginário e o alegórico com a sua crença se instaura e o corrói por dentro. A filha do padre, Bo, é o elemento santificado, que sob a tutela do padre, purifica as águas, que se tornam "água benta", única ação pertinente contra os extra-terrestres. Até porque, por própria inteligência do roteiro, em nenhum momento outros casos são demonstrados, apenas pelo fascínio exercido pela televisão, o que em hora alguma pode ser tido como verdade absoluta. A verdade é aquela que passa com eles ali, a família em franca decadência, martirizada pela ausência da figura materna, e que tenta enfrentar os demônios [os alienígenas] para enfim estar livre e garantir uma maior união. As cenas de suspense são bem conduzidas, e mesmo numa revisão, estas mantém uma carga de tensão boa. O jogo de claro/escuro com o qual brinca Shyamalan, que já o fez no fraco Sexto Sentido e no marromenos Corpo Fechado, aqui é expandido ao máximo, onde a cena no porão lembra um pouquinho A Noite dos Mortos Vivos ou então, numa referência mais clara a seu ídolo, Os Pássaros, de Hitchcock. Não assisti A Vila. Tenho vontade, bastante. Já o próximo do cara, Lady In The Water, previsto pro ano que vem, não vejo nenhuma novidade das mais tremendas, o campo do sobrenatural continua marcante, apesar que eu não curti o roteiro. Mas o elenco é bom hein. Giamatti e Bryce Dallas Howard.

/Os Doze Macacos [Twelve Monkeys. EUA 1995, de Terry Gilliam] - 77

Esse processe de revisões contínuas não foi programado. Acontece que tais filmes aparecem e eu acabo revendo-os. 12 Macacos é um dos meus filmes favoritos dos anos 90, a nota não reflete muito essa afirmação, provavelmente porque a amigdalite que assassinou minha garganta me fazia urrar de dor durante certas partes do filme, o que atrapalhou, é verdade. É complexo falar do filme de Gilliam, mas é uma das ficções científicas mais capazes dos últimos tempos, feito repetido por exemplo, em Gattaca, Donnie Darko, Brilho Eterno, Malkovich, Pi, etc. Até Bruce Willis faz uma atuação decente, não comparável ao surtado Pitt, que faz creio eu, seu melhor papel a carreira, mas ainda assim, as caras e bocas de "estou com hemorróidas" que aparecem na maioria dos filmes do careca, aqui não são muito repetidas. A trama é insana, mas demonstra uma congruência histórica e determina viagens no espaço de tempo e buscas pela organização secreta dos Doze Macacos. O roteiro é muito bom, e a trilha sonora - sempre marcante, quando revejo este filme - é completamente viciante. Acho que junto com Fogo Contra Fogo, Doze Macacos é o melhor de 1995.


Terça-feira, Novembro 08, 2005


DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL [1964, de Glauber Rocha]



"Eu parti do texto poético. A origem de Deus e o diabo é uma língua metafórica, a literatura de cordel. No Nordeste, os cegos, nos circos, nas feiras, nos teatros populares, começam uma história cantando: eu vou lhes contar uma história que é de verdade e de imaginação, ou então que é imaginação verdadeira. Toda minha formação foi feita nesse clima. A idéia do filme me veio espontaneamente." Glauber Rocha.

A violência é a manifestação cultural mais genuína da fome

Filme de 1964, Deus e o diabo na terra do sol, foi um dos pontos da máxima artística de Glauber Rocha, juntamente com Terra em transe (1967) e A idade da terra (1981). Foi em Deus e o diabo que seu lado revolucionário e intransigente com as mazelas sociais de um mundo imperialista se manifestou. Numa conjuntura onde a divisão desigual da terra corrói o sistema e promove ao sertanejo a exclusão social e a fome. Fome esta que é o principal resultado desta má distribuição, onde o vaqueiro/sertanejo não tem o quê comer da terra sofrida e se torna à mercê do poder econômico do senhor e dos donos dos meios de produção. Tomás Gutiérrez ¿Titón¿ Aléa, diretor cubano e amigo de Glauber na empreitada travada para a criação de um pensamento crítico do terceiro mundo contrário ás pressões unilaterais dominadoras, disse em seu filme Memórias Del subdesarollo, de 1962, que ¿O poder corrompe a justiça, e nem sempre estes caminham juntos.¿ A noção de justiça portanto, é um ato falho, em virtude do momento histórico e das relações estabelecidas, que a mitificam e a afastam do coletivo. O povo não come e isto é negligenciado, seja por conformismo ou pelo simples fato de que é tudo mais fácil assim, ao menos para quem tem dinheiro e poder.

Glauber escancara uma narrativa contada por cancioneiros cegos, beatos santificados, cangaceiros dos tempos de Antônio Conselheiro, camponeses famintos e donos de terra corruptos, seja pelo sistema ou por vontades individuais. É um verdadeiro retrato do interior nordestino, de personagens humanas que estão presentes numa ótica coletiva, mas que são massacrados pela própria perda de encaminhamento da vida e pela total falta de possibilidades de seguir adiante. O pensamento do camponês que não tem o quê comer é confuso, difuso. Este se choca com duas vertentes, dois caminhos que toma, ao trabalho escravo e do esmagamento ideológico e materialista que o senhorio coloca sobre si, ou então com uma vertente do misticismo, de ídolos caídos que prometem a vitória dos sofridos, onde o santo Sebastião, vestido de negro, conduzirá o rebanho à salvação. Em ambos os casos, o camponês está cego, este não pensa mais por si e pelo desenvolvimento de suas potencialidades, ele está escravo, por um lado, dos olhos de deus e do ópio da religião, e por outro, da imobilidade estática do trabalho servil. Sebastião conduz as ovelhas desgarradas a uma verdade ¿maior¿ que os tirará do mundo cruel onde vivem.

Conveniência que não muda o sistema, mas que amortece o tirocínio do momento vivido por alguém que assassina o opressor. O sertanejo é gerado pelo esquecimento, ele é tudo aquilo que é esquecido e negligenciado, é o feio. Manuel, cego como os cancioneiros que contam histórias nas feiras do Nordeste, afirma a Rosa, sua esposa que ¿o santo disse que ia haver um milagre e salvar todo mundo.¿ O milagre de certa forma humaniza a condição zoomorfizada de sua família, a sombra da morte que cobre o rosto da mãe de Rosa desde sua primeira aparição, quase premonitória, e a falta do quê comer e do quê pensar, já que a fome, como a defendida por Glauber em A estética da fome é além de nutricional, intelectual. Glauber afirmaria ainda que ¿A violência é a manifestação cultural mais genuína da fome.¿ Manuel assassinar brutalmente o senhorio a golpes de facão é apenas uma outra ótica de um meio onde o senhorio assassina dia após dia a capacidade do sertanejo, e o corrói com o manejo do sistema capitalista sobre si. A verdadeira violência, segundo Glauber, está naquele que não tem o quê comer, que come terra, calango, folhas, bebe água barrenta e anda quilômetros para bebê-la todos os dias. A violência em Deus e o diabo na terra do sol é mostrada de uma forma explosiva, crua e real, pois a estética glauberiana era de enquadrar uma realidade inefável e cruel, a realidade do terceiro mundo, a realidade que os cercavam e que muitos não queriam ver, numa estética expressionista e transformadora, adepta a inovações, como na montagem fragmentada do roteiro, juntamente com a idéia de trazer as idéias ao coletivo, ao todo, fundamentadas num teatro dramático das personagens, vinculadas ao pensamento de Brecht, que tanto influenciou Glauber.

O aspecto naturalista das personagens, seja de Manuel e Rosa ou dos outros camponeses, é escancarado e a aproximação da câmera com o ali narrado é muito grande, é a exaltação do cinema verdade, vertente de um cinema quase documental, onde o conluio com uma realidade deva ser mostrado como esta realmente ocorre. O que acontece aqui é que Glauber, diferentemente dos neo-realistas, como Rosselini, Visconti, Antonioni, por exemplo, inova também no sentido estético, porque para Glauber, sem estética não haveria arte e pensamento revolucionário organizado a surtir efeito naquele que o absorvesse. A narrativa fragmentária de Deus e o diabo onde os cortes abruptos em planos longos e contemplativos se unem a movimentações quase mágicas de um Antônio das Mortes, matador de cangaceiros, assassino, transcendem ao sentido tradicional de perspectiva narrativa. Sebastião é tão ou mais assassino que Antônio das Mortes. O santo padroeiro é um veículo de dominação cega, que faz com que Manuel assassine seu próprio filho a facadas. A mitificação aqui gerada pelo místico é tão forte que o sentido entorpecedor da seqüência é das mais memoráveis da carreira de Glauber. O processo dialético da religião e da liberdade que a mesma daria ou dá em relação com a realidade de Manuel é explosiva aqui, onde aquele que fará chover ouro também esconde uma faceta tão ou mais cruel quanto o dono dos bois.

O diabo loiro Corisco é a subversão da figura do santo Sebastião, mas não deixa de ser um refúgio a Manuel, que ganha a alcunha antes impensável de Satanás. A figura do homem indestrutível do cangaço é defendida e Manuel reafirma aqui a posição do homem sofrido que ganha redenção e afirmação. O cangaço é mais um grito marginalizado neste complexo sistema brutal nordestino. Rosa é figura de uma ótica verdadeira, que traz a verdade à tona e que tenta acabar com o enublamento fatal que cobre Manuel, seja com o santo Sebastião ou com a sina hereditária e perdida do cangaço de Corisco.

O desejo de lucidez aqui ainda se mantém nesta que conserva a vontade de liberdade sobre tal repressão coletiva. ¿O cinema deve ser a exata fotografia do povo¿, afirmaria Glauber.

pontos

- literatura de cordel. Elementos transformadores e na perspectiva de vida do nordestino, que se expandem com os rumos da perda de crença de uma personagem, que ausente no meio naturalista em que vive, busca em dois elementos dialéticos, a violência do cangaço, que é um movimento social, e nas ambas da manta do santo Sebastião, a ligação que necessita um homem perdido. Ele busca seu potencial próprio, que poderia ligar a um potencial transformador. O que é negado de certa forma por Antonio das mortes, que vê a religião e o cangaço como elementos paralisadores e atadores de desenvolvimentos revolucionários.
- A mentalidade do homem nordestino, que massacrado pela exploração de renda e de terra, pelo senhor desonesto, pega em facões para vence-lo, é um primeiro elemento já ligado a estética da fome, onde a maior manifestação cultura da violência seria a própria fome, fome nutritiva, de gente que come terra, e fome e a fome intelectual, a fome que leva a dois pontos a serem desenvolvidos. A esterelidade e a histeria. A histeria das esquerdas, que levam a um paternalismo primitivista que não gera elementos transformadores, e a uma esterelidade que cega potenciais desenvolvedores das consciências nacionais.
- A situação do nordestino é desnudada por uma câmera que filme como o cinema verdade, ela não tem medo de invadir e desnudar todas as perspectivas do que pensa e busca o homem daquela terra. A câmera mostra como o cinema neo-realista italiano, mas a montagem que é um dos grandes trunfos de Glauber rocha, se aproxima mais de eiseinstein, e mostra tudo numa base expressionista, pois não existe arte revolucionaria sem estética que a agregue e desenvolva de modo saudável.
- É um filme revolucionário porque mostra transformação, escancara tais personalidades, o cego cancioneiro que narra as passagens fílmicos num tom dantesco e operesco, é o paradoxo de uma composição da quinta bachiana de villa lobos com as canções dos cancioneiros das feiras populares, é o paradoxo porque mostra em elementos dialéticos o embate entre a religião e a violência para um ônus sobre a personalidade de Manuel. A violência, claro, pode ser violenta, e é. Tão ou mais que o cangaço de corisco.
- Antonio das mortes é um personagem perturbado que acredita que estas duas instituições acima não levam a absolutamente nada a não ser a redenção burra do individuo, ele mata os cangaceiros e os religiosos que salvam um homem perdido na própria personalidade e caminhos da vida.
- Rosa é a observadora dos caminhos que toma Manuel, desde a primeira cena onde a morte já faz parte de si, até os caminhos quando muda de lado e passa a fazer parte do cangaço para se unir a ele. O amor do feminismo ali representado é o toque do humanismo mesmo na estética cruel e seca do sertão nordestino.
- A linguagem metafórica do barroco não está em vista de excluir, mas sim o de metaforizar condições tão brutais num jogo dialético do escancarado com o elíptico.
- O esmagamento materialista que o camponês sofre do dono da terra em oposição ao esmagamento ideológico e espiritual que prega o beato Sebastião, torna-o cada vez mais perdido no meio que o cerca. A violência parece ser a única saída para uma conjuntura dessas.
- O teatro dramático das personagens, preconizado por Brecht, cujas atuações num fundo transformador, levariam a uma mudança de perspectiva num ambiente coletivo, já na proposta de cinema épico e didático do cinema novista.


Quarta-feira, Novembro 02, 2005


O Jardineiro Fiel [The Constant Gardener. UK 2005, de Fernando Meirelles.]- 73

As Bicicletas de Belleville [Les Triplettes de Belleville. FRA 2003, de Sylvain Chomet] - 52

Memórias del Subdesarollo [Cuba 1968, de Tomás Gutiérrez Alea] - 80


dá pra entender quando Glauber falava que não estava sozinho no processo de criação de uma identidade nova ao terceiro mundo.

O Demônio das Onze Horas [Pierrot Le Fou. FRA 1965, de Jean-Luc Godard] - 82

A Noite [La Notte. ITA 1961, de Michelangelo Antonioni] - 88

Tartarugas Podem Voar [Lakposhtha hâm parvaz mikonand. Iraque/Irã 2004, de Bahman Ghobadi] - 81]


Wow. Primeiro filme da mostra. Primeiro tapa na cara. 19 pessoas na sala, mas quem se importa. Lindo e fortíssimo ao mesmo tempo.

Cidade Baixa [BRA 2005, de Sergio Machado] - 76

Caché [Idem. FRA 2005, de Michael Haneke] - 92


Estou estarrecido.

Gosto de Chá [Cha no aji. JAP 2004, de Katsuhito Ishii] - 50

A Criança [L'enfant. BEL/FRA 2005, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne] - 78


Terça-feira, Novembro 01, 2005


A violência no cinema de Glauber Rocha



A violência que aparece nos seus filmes não é uma violência glamourizada, repleta de glamour como em algumas produções norte-americanas, que parecem nutrir um gosto sádico pelo sangue e pelo brutal. A violência nos filmes de Glauber Rocha e na maioria dos atores representativos do Cinema Novo é uma violência da realidade, uma violência crua que se confunde nos primórdios do cinema verdade, do cinema documental de aproximação da realidade de um povo sofrido. Essa é a verdadeira violência, a fome, a miséria, o ônus social de milhões de brasileiros que vivem na merda. Glauber desnuda estas realidades com sua câmera intuitiva e extremamente observativa, e mostra os elementos mais representativos do cotidiano dos sertanejos, daqueles que vivem à fome e que necessitam se apoiar em ídolos caídos do misticismo, como no sebastianismo de um deus mortal, na submissão ao trabalho escravo daquele que sofre a divisão da renda e se torna vítima do senhor de terras na má distribuição do capitalismo, ou que então se volta a violência. A violência é a mais genuína manifestação cultural daquele que tem fome, daquele que não tem absolutamente nada para comer, que come terra, que vê os bois morrendo e nada pode fazer pela falta de água. A crueldade e a verdadeira violência, que incomoda tanto os burgueses e as classes mais abastadas, está vigente e escancarada aí, basicamente porque o nosso sistema social e cultural, de transmissão ideológica falsa e unilateral, de moldar consciências coletivos voltados a uma perspectiva diferenciada, muitas vezes vendida ao cinema hollywoodiano. Esse sistema é a verdadeira violência.


Segunda-feira, Outubro 31, 2005


WOW.

Programação Multiplex Recife
* os filmes em vermelho terão legendagem eletrônica



dia 03 (5ª feira)

21:00 - Cinema, Aspirina e Urubus - 95'
* só para convidados

dia 04 (6ª feira)

15:00 - Tartarugas podem voar - 95'

17:00 - A Grande Viagem - 108'

19:00 - Lila Diz - 89'

21:00 - Marcas da Violência - 96'

dia 05 (Sábado)

14:00 - Marcas da Violência - 96'

16:00 - Factotum - 94'

18:00 - Caché - 117'

20:30 - 2046 - 129'

dia 06 (Domingo)

14:00 - Caché - 117'

16:20 - O Gosto de Chá - 143'

19:00 - Crying Fist - 134'

21:30 - A Criança - 100'

dia 07 (2ª feira)

15:00 - O Gosto de Chá - 143'

17:00 - A Criança - 100'

19:00 - 2046 - 129'

21:00 - Late Bloomer - 83'

dia 08 (3ª feira)

15:00 - A Grande Viagem - 108'

17:00 - Late Bloomer - 83'

19:00 - Factotum - 94'

21:00 - Crying Fist - 134'

dia 09 (4ª feira)

17:00 - Amor à Flor da Pele - 90'

19:00 - Lila Diz - 89'

21:00 - Árido Movie - 100'

dia 10 (5ª feira)

15:00 - Kadosh - 110'

17:00 - Free Zone - 90'

19:00 - Fora do Mapa - 108'

21:00 - Crime Delicado - 87'

dia 11 (6ª feira)

21:00 - Manderlay - 134'

* só para convidados



Programação Multiplex Tacaruna


dia 04 (6ª feira)

14:00 - Memória de quem fica (18-J) 100'

16:00 - A Vida é um Milagre - 155'

19:00 - Nossa Música - 80'

20:30 - O Mercador de Veneza - 138'

dia 05 (Sábado)

14:00 - O Mercador de Veneza - 138'

16:30 - Brothers - 110'

18:30 - A Bela do Palco - 110'

20:30 - Free Zone - 90''

dia 06 (Domingo)

14:00 - Tartarugas podem voar - 95'

16:00 - Fora do Mapa - 108'

18:00 - A Vida é um Milagre - 155'

21:00 - Nossa Música - 80'

dia 07 (2ª feira)

15:00 - Memória de quem fica (18-J) 100'

17:00 - Santo Forte - 80'

19:00 - Cabra Marcado para Morrer - 119'

dia 08 (3ª feira)

14:00 - Conversando com Mamãe - 90'

16:00 - Marionetes - 88'

18:00 - Dear Wendy - 105'

20:00 - O Fim e o Princípio - 110'

dia 09 (4ª feira)

14:00 - Stage Beauty - 110'

16:00 - Brothers - 110'

18:00 - Kadosh - 110'

20:00 - Marionetes - 88'


dia 10 (5ª feira)

14:00 - Edifício Master - 110'

16:00 - Babilônia - 80'

18:00 - Conversando com Mamãe - 90'

20:00 - Querida Wendy - 105'


Home