Orionlog

Segunda-feira, Novembro 29, 2004


Amém [Costa Gavras, FRA 2002] - 74


Sábado, Novembro 27, 2004


Adeus Lenin! [Wolfgang Becker, ALE 2003] - 77



O paralelo da estrutura histórica com o drama família do filho que tenta preservar a vida da mãe funciona. Não achei de forma alguma frívolo ou forçado, pelo contrário, bem construído e inteligentemente recortado por um bom background histórico e pitadas esporádicas - nem sempre boas, vale ressaltar - de humor. Até porque intenção do filme não é uma análise isolada de nenhum dos dois casos, mas uma brincadeira narrativa e histórica virtualmente descompromissada sobre aquela conjuntura e sob ambos os aspectos. Pensei que fosse achá-lo extremamente bobo e ridículo; o trailer me assustou absolutamente, quase que desisto de assistir logo ali. O roteiro apesar de recortado por complicações não lá muito inteligentes é criativo, destaque para os jornais de mentira. Claro que o filme se baseia em certos emblemas, mas não vejo isso como problema, até porque criar estereótipos para trechos do roteiro que são pano de fundo para uma trama maior são coisa comum e secundária. As visões dúbias de Capitalismo/Comunismo são carregadas de uma sátira interessante e a idealização do que seria o regime ideal na visão de quem o viveu de tal modo cheio de dicotomias foi válida. Comunismo em Adeus Lenin! cheira a nostalgia e Capitalismo a modernidade, modernidade. Talvez não seja a melhor maneira de retratar ambos os sistemas, mas dentro da proposta de narrativa do filme, esta foi bem feita. E de certa forma foi colocada em pauta a visão do autor, do vivente naquele período da descontrução ideológica e politizada que sofreu o regime leninista frente ao stalinismo. Timidamente retratada, é verdade.

O que me incomodou - bastante - foi a história da mãe ter mentido para o pai e etc, quando Wolfgang Becker tenta criar um segundo paralelo. Aquilo ali soou forçado e sentimentalóide, praticamente mutilando o sentido final de narrativa do filme, mas não o destruindo por completo. Uma coisa que eu gostei muito foi o estilo de direção e a fotografia do filme que apela para cores fortes e planos bem iluminados, acho que a expressividade dos personagens pode ser bem captada e o que era necessário a trama também. As referências a Kubrick são claras. Seja na cena do osso, que achei completamente desnecessária e a em que a edição com fast foward e fundo musical idêntico a cena em que Alex de Laranja Mecânica faz sexo com duas moças. Também não achei coincidência o protagonista de Adeus Lênin! se chamar Alex também. Essa mentalidade pós moderna quase instituiu o cinema da metalinguagem, mas contanto que não comprometa a trama, não há problemas. Outra coisa que me agradou muito foi a trilha sonora e o background histórico da queda do muro de Berlim, onde colagens de imagens sobre ocorrências do fato promoviam uma congruência de e interessante com a época. As motivações do personagem central interpretado por Daniel Brühl, [que atua de forma cadenciada, nada de espetacular ali. O mesmo para Katrin Saß, a mãe.] de certa forma são genuinas e não fica-se muito em lugar comum. É um filme interessante apesar de uma vasta gradações de problemas pequenos, que ao meu ver não atrapalham em muito o que é contado

Roger, o Conquistador [Dylan Kidd, EUA 2002] - 58



O final de Os Intocáveis tem um dos contra-plongée mais fodas que eu já vi.

e Eisenstein ficaria orgulhoso da sequência da escadaria, definitivamente.


Manhattan [Woody Allen, EUA 1979] - 82

Videodrome [David Cronenberg, EUA 1983] - 74


Segunda-feira, Novembro 22, 2004


quando tiver tempo os comento, e os que faltaram no post antes de Alphaville também.

O Doce Amanhã, de Atom Egoyan - 74

Festa de Família, de Thomas Vinterberg - 87



Meu primeiro filme do movimento Dogma, que consistia num documento assinado entre Lars Von Trier, Søren Kragh-Jakobsen, Christian Levring e Thomas Vinterberg onde não deveriam levar os atores à câmera, e sim a câmera aos atores. Nada deveria ser plantado, não deveriam modificar as locações nem adicionar elementos que as deformassem, não deveriam utilizar iluminação artificial para causar efeitos ou brilhantismo, onde só o poderiam fazer se no local a iluminação fosse precária. Os sons deveriam ser captados diretamente pelos microfones da câmera, e esta deveria ser uma observadora dos personagens, que interagem e são a forma motriz das peculiaridades do movimento Dogma. Nele os personagens vivem, tem sentimentos, frustrações e anseios. A câmera observa tudo isto, muitas vezes invadindo incômodamente a superficialidade de determinados relacionamentos. No caso de Festa de Família, a câmera de Vinterberg incomoda. Ela invade a vida de uma família dinamarquesa que se reúne para comemorar o aniversário de 60 anos do patriarca da família. Aos poucos, inúmeras peculiaridades, remorsos e resquícios de dor do passado vão sendo revelados dolorosamente. O filme quebra totalmente com as conversões formalistas, é uma verdadeira paulada na família burguesa comum. Na família clichê. O que era para ser um pacífico jantar vira uma arena de guerra e amarguras e anseios vão sendo jogados, cuspidos na cara dos outros, sejam estes pai ou mãe ou irmãos, e tudo não passa do escancaramento da podridão que muitas vezes se esconde na superficialidade de certas estruturas cotidianas. A família é completamente desmitificada e a pretenção de um jantar animaliza os presentes ali na mesa, onde os mais genuinos sentimentos humanos passam a ser liberados, como a raiva, a revolta, vingança, gula, etc. derrubando máscaras e conceitos pré-definidos de conduta moral. A direção de Vinterberg muitas vezes "invasora" dos sentimentos dos personagens e em outros observadora das ações que estes vivem e que estes executam, como bem diz o Dogma, é interessantíssima, onde este também aposta em planos longos, como na cena em que Christian, o personagem de Ulrich Thomsen volta da floresta e ressurge no jantar como um elemento que incomoda, um elemento que é contrário as formalizações do sagrado, até, se formos analisar a estrutura da narrativa do filme mais a fundo. Fantástico, um dos melhores dos anos 90, sem dúvida nenhuma.

A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen - 80


Photo by Brian Hamill

A fronteira entre a ficção e a realidade e como ambas se misturam e se confundem é um tema difícil de ser explorado. Videodrome, alguns filmes de Buñuel e filmes como Swimming Pool e Donnie Darko exploram tal tema. Porém, é com A Rosa Púrpura do Cairo que este se expande a um nível nunca antes visto. O filme de Allen é a síntese do desejo quase que ardente, gritante da convergência definitiva entre o espectador e o cinema e é uma obra que fala justamente desta convergência baseada numa manipulação de uma realidade maleáel pela ficção que se prescreve quase como definitiva ou passível de ser confundida. A Rosa Púrpura do Cairo é um filme delicioso. É, delicioso. Não tem outra palavra. É um clima retrô de anos 30 perfeitamente construído por figurinos, peculiaridade de gestos e cenários que criam e contribuem para tal atmosfera. O drama fala de uma mulher reprimida em todos os sentidos por um marido malandro e fanfarrão, que busca o escapismo do cinema e das sensações e emoções nunca vividas anteriormente para esquecer da realidade. Seja com Fred Astaire, Gene Kelly ou com o filme em questão, que esta o vê mais de 8 vezes e provoca a "saída" de seu protagonista interpretado brilhantemente por Jeff Daniels do filme para a realidade. É simplesmente a magia do cinema se propagando puramente ali, na experiência apaixonada de Allen pelo cinema sendo personificada na figura da personagem de Mia Farrow, sempre linda e aqui um pouco ingênua e doce. O filme não deixa de ser uma auto referência, cinema por quem gosta de cinema, seja nas referências apaixonadas que Allen faz à Bergman, seu ídolo, em Manhattan ou aqui, quando ele se torna criança e revela todo o seu amor pelo mundo ficcional que eventualmente se confunde com a realidade entediante e deprimente do dia a dia. O final é quase uma paulada de Allen. É uma redenção à realidade, porém, com a manutenção da paixão incondicional pelas criações do cinema. E quão poderoso este pode ser.

Um Dia de Cão, de Sidney Lumet - 72



O roteiro que quebra absolutamente todos os padrões de filmes de ação/assalto a banco, [com trama fixa em espaços restritos com um certo número de pessoas] é o ponto forte do filme. Quem imaginaria que o ladrão interpretado por Al Pacino é casado com um homem que quer fazer operação para mudança de sexo? Além da própria veia original do roteiro, este é repleto do mais genuino humor. humor negro mesmo. Uma das moças é chamada de "esquilo". Seja na exploração positiva do homossexualismo, no deboche com o poder da mídia sobre um fato que ganha uma repercussão absurda [Costa Gavras tirou MUITO daí pra O Quarto Poder, que acho meia-boca], como no entregador de pizza que diz que virou estrela de Hollywood ao ter contato com o sequestro. Acho que o filme ao expandir a sua trama para condições de veia cômica perde um pouco o potencial que a trama vinha tomando. Fica claro que Um Dia de Cão não prescreve a interação dos personagens como ponto principal, isto só é feito superficialmente, já que o filme aposta em outras estruturas fílmicas como a veia cômica, complicações que mantém clichês e as fraquezas de personagens planos. Claro que a escolha por bandidos desesperados e altamente inexperientes foi interessante. A verdade é que o que move o roteiro são ações bobas, costumeiras, coisa que quebra a potencialidade ali desenvolvida. E claro que Lumet se usa de razões para isso, como ladrões despreparados, complicações internas ou a interação - raza - dos personagens. As interações do próprio protagonista que desde si são reclusas e com arestas aparadas comprometem um avanço da trama. A atuação de Pacino como um assaltante carinhoso e cuidado, com requintes de familiaridade com seus reféns e com mente de organização é uma das melhores que eu já vi do ator. Porém, fica meio que uma pintura de ser única e exclusivamente uma obra de comédia.


Domingo, Novembro 21, 2004


Alphaville, de Jean Luc Godard - 96

É complicado falar deste sem pensar mais de 5 horas sobre seu conteúdo e sem revê-lo por no mínimo duas vezes. ficção cientítica futurista onde um espião é enviado a uma outra galáxia, Alphaville, para destruir um computador, Alpha 60, que controla as mentes da população local e que procura declarar guerra futuramente a outras nações. É um filme difícil eu assumo. ainda mais para um primeiro Godard. A temática do mesmo, o excesso de simbolismos e cenas de explosão artística e metalinguística não são do gosto de todos. A verdade é que o modo como foi construída a temática de Alphaville é genial. até os 30 min de filme, Godard não libera mais do que 5% do conteúdo do filme, e imagens fluidas e desconexas aparecem e se formam quase como que imperceptíveis numa trama mindfuck e caótica.

Mas o que é mais interessante no filme é que a medida que o ritmo deste cresce e o clima noir/de espionagem se acentua, os personagens vão ganhando forma e uma trama altamente de crítica humanista vai se formando. godard critica implacavelmente os regimes totalitaristas, em especial o regime nazista, e mostra as mentes e os critérios humanos fragmentados de cada indivíduo de Alphaville. A cena em que Natacha Von Braun [Anna Karina] e Lemmy Caution [Eddie Constantine] discutem sobre as palavras do dicionário é uma das coisas mais espetacularmente lindas da face da terra. Natacha conta-lhe que seu vocabulário está sumindo e que palavras como "amor", "dor" e "choro", sentimentos genuinamente humanos e que denotam nossa humanidade e fraquezas, estão desaparecendo. Em Alphaville todos estão se tornando robôs, fantasmas sem sentimentos e sem reflexão, toda a carga pessoal de cada um está desaparecendo e chorar pela mulher amada é motivo de execução pelo fusil das tropas do governo. Os personagens de alphaville vivem à beira da loucura. estes tentam lutar contra as convenções formalistas da galáxia e as próprias convenções e motivações, e por isso sempre se colocam na presença de irrefutáveis dúvidas e enigmas insolucionáveis.

Os personagens são bilaterais e não totalmente desenvolvidos, eles são partes fragmentadas de um todo fragmentado. O espião Lemmy é a dose de humanidade que resta a bela Natacha, é o que resta para que esta não se torne como os demais de Alphaville, meros intrumentos de propósito maior e não necessariamente digno. As cenas com as prostitutas também são de grande potencialidade. Lemmy é recebido por "atendentes" que oferecem serviços para estrangeiros de Alphaville. É a desconstrução personificada, ele se sente incomodado com tudo isso, ele não gosta das pessoas daquela cidade, apenas de Natacha, a única mais humana daquele meio e que ele escolheu salvar devido a uma ligação amorosa que se constrói quase que timidamente. O amor entre os dois é disfarçado na personagem de Natacha, que oscila entre o real de Alphaville e o real do que mandam seus sentimentos. Toda a sequência final é absolutamente perfeita. é um desfecho magistral e fantástico para tais acontecimentos. A fotografia em preto e branco do filme é decididamente a mais fantástica que eu já vi num filme. O mesmo serve para a iluminação e para uma direção ora discreta e ora extremamente reveladora e ofensiva de Godard. Obra prima. Terceiro melhor filme que já vi em minha existência.


Sexta-feira, Novembro 19, 2004


últimos vistos:

comentários serão colocados em breve, quando eu tiver tempo. por enquanto ficam só as notas.

La Luna, de Bernardo Bertolucci - 74

drama pesado e complexo de uma mãe solteira que tenta criar o filho viciado em heroína. bertolucci cria uma atmosfera tensa e gradual , com conflitos inteligentes e uma estranha e incompleta relação mãe-filho. os cenários urbanos da itália são outro ponto a se destacar no filme. a narrativa resvala um pouco em devaneios e lugares-comuns, mas só em pequenas ocasiões. destaque para a cena em que joe [matthew barry] sofrendo com a crise de abstinência enfia um garfo no pulso e depois é masturbado pela mãe Jill [Caterina Silveri], num gesto de desespero afetivo e negligência de cuidados. a trilha sonora vale menção também.

Duplex, de Danny DeVito - 23

escatologias como drew barrimore vomitando na boca de ben stiller, piadas altamente sem graça e forçadas, complicações imbecis e clichê, trama infantil. final pseudo-revolucionário. lixo. e ben stiller está enfiado nessas comédias infantis-forçadas-pastelões até o osso. salvem entrando numa fria, por favor.

A Liberdade é Azul, de Krzysztof Kielowski - 81

meu favorito da trilogia das cores. acima do humor negro corrosivo de A Igualdade é Branca e de uma profusão desconexa de sentimentos humanos de A Fraternidade é Vermelha. o drama da personagem de Julie Vignon [Juliette Binoche] que perde o marido e a filha e um acidente e tenta se desgarrar de seu passado é desenvolvido de forma interessante, na medida em que esta se vê dentro de sua própria bolha defensiva de ações. a sua vida é paralisada em função do choque pessoal e esta procura numa acesso auto destrutivo não ter mais vínculos ou relações, mas se prender consigo mesmo e destruir as oportunidades surgidas ao acaso. Juliette Binoche em atuação memorável.

A Fraternidade é Vermelha, de Krzysztof Kielowski - 75

me pareceu um tanto difuso e sem saber onde chegar. o drama do personagem que escuta coversas telefônicas e cuja personalidade é formada por fragmentações de outras personalidades não me agradou muito. Valentine Dussaut [Irène Jacob] uma modelo que vive entre a relação curiosa com o juiz e sufocante com seu namorado é uma personagem interessante. o ritmo fluido do filme, mas sempre ligado a aspectos da própria formação de caráter dos personagens ajuda neste que é o desfecho da trilogia das cores. o final me pareceu um tanto fora de foco, mas nada que o prejudique decisivamente.

O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski - 80

Laços Humanos, de Elia Kazan - 77

O Homem Que Não Estava Lá, de Joel Coen - 84


Quarta-feira, Novembro 17, 2004


A Sereia do Mississipi [La Sirène du Mississipi, FRA 1969], de François Truffaut - 76

Belo drama humano de Truffaut. Um pouco maniqueísta, onde os personagens são mutáveis e perfeitamente bilaterais. A trama também é bastante interessante, sobre um milionário solitário que procura uma companheira por correspondência e encontra alguém que quer roubar sua fortuna. As complicações do filme ganham proporções complexas e o clima de suspense e amor proibido se acentua, um clima meio noir e de fuga/perseguição toma o filme. Destaque para a memorável atuação de uma distante e fria Catherine Deneuve que mais tarde assume uma personalidade completamente oposta a já apresentada. As filmagens na frança e na suiça dão um charme a mais a obra. O trabalho da direção de truffaut é memorável por aqui onde varia fotografias mais carregadas ou mais brandas de acordo com a condição emocional dos personagens, se ampliando para também a escolha dos enquadramentos e das visões de perspectiva. Destaque para os olhares dissimulados de Marion Vergano [Deneuve], uma personagem perfeitamente construída, pertubada e que varia entre a imponência e a impotência. É perfeitamente magistral a maneira como esta personagem conquista o milionário Louis Mahé [Jean-Paul Belmondo], algo que paira entre tensão sexual e acolhimento, sentimentos maternais e turbilhões de provocações sexuais se misturam e a manipulação cega pela qual passa Mahé é basicamente o ponto chave da trama. Os seus "olhos de ressaca" me lembraram a Capitu do livro de Machado de Assis, a comparação se fez apesar de não apresentarem muitas semelhanças ambas as personagens.

top 3 Truffaut [sim, só vi 3]

1 - A Sereia do Mississipi
2 - O Quarto Verde [necessidade de rever. gostei da fotografia e da iluminação do filme, além de trejeitos da direção, apesar de não ter gostado muito da trama]
3 - A Noite Americana


Terça-feira, Novembro 09, 2004


o massacre da serra elétrica [the texas chain saw massacre, 1974, tobe hooper] 66

o trailer é uma das coisas mais poderosas que eu já vi. a edição ali é perfeita, poderosa, dando um clima altamente perturbador e assustador ao filme. cenas como um serial killer enfiando um martelo na cabeça de um cidadão ou serrando um outro ao meio logo no trailer tornam a expectativa do filme muito mais elevada. confesso que fiquei altamente cagado antes de assistí-lo, mas fui mais forte. o estilo de narrativa é clássico, porém a trama é recheada de bizarrices e insanidades. o clima do filme é muito sufocante, sensação potencializada pela fotografia que preza o vermelho e o amarelo, além da ausência de luz em muitas cenas. a tão comentada violência não é explícita, mas sim a sensação ou o "acho que olhei" que as cenas provocam, como na cena do chuveiro em psicose, na cena da serra elétrica em scarface, essas coisas. os personagens são apenas vínculos para a fraca trama se movimentar, no espectro de que uma morte ou como ela se processa importa mais do que a trama, ou pelo menos a faz andar. o final é uma incrongruência de bizarrices, escatológicos, mal formulação. talvez tenha faltado dinheiro para terminar o filme, não sei. mas apesar de alguns problemas, o filme além de tudo é engraçadíssimo, trash e inovador.


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