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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Posted
1:44 AM
by FELIPE LEAL
Martin Scorsese vai fazer uma sequência de Menina de Ouro, Menina de Prata.
Ou talvez ele passe a ser produtor dos filmes do Eastwood.
Talvez assim ele ganhe um Oscar.
Melhor festa do Oscar em muito tempo, gostei bastante. Edito o post com mais comentários amanhã, provavelmente.
Domingo, Fevereiro 27, 2005
Posted
3:57 PM
by FELIPE LEAL
eu realmente não sei quem ganha Oscar de filme, de diretor, e de atriz. nos outros dá pra apostar bem.
mas algo aqui dentro diz que vai ser O Aviador, Martin Scorsese e Hilary Swank
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
Posted
5:18 PM
by FELIPE LEAL
Menina de Ouro [Million Dollar Baby. EUA 2004, de Clint Eastwood] - 79
Os Sonhadores [The Dreamers. ITA/FRA/EUA 2003, de Bernardo Bertolucci] - 78
Eraserhead [EUA 1977, de David Lynch] - 85
Eu vou escrever alguma coisa sobre. Assim que eu me recompor.
Roma de Fellini [Roma. ITA 1972, de Frederico Fellini] - 77
O Clube do Imperador [The Empero's Club. EUA 2002, de Michael Hoffman] - 31
Típico filme de relação professor/aluno, onde o primeiro tenta ensinar além do didático, do lugar comum ao outro. Lições de vida - e nesse caso - de moral, ética e conduta de caráter permeiam todo o roteiro, que é daquele tipo todo esquematizadinho, esforçando-se ao máximo para dar certo, fechando-se com uma voice-over resumidora/redentora do que seria a parca mensagem da película. É mtudo tão forçado que chega a incomodar. É mais um daqueles filmes padronizados, coisa que se repete em O Sorriso de Mona Lisa, outra beleza com a Julia Roberts, um dos piores do ano passado. O reencontro 25 anos após em O Clube do Imperador é uma tentativa de sepultar qualquer comentário negativo quanto a trama, numa apelação esdrúxula para alicerces dos pilares da cidadania romana na conduta moral das pessoas. É tão ruim que até dá um nó na garganta.
Na Roda da Fortuna [The Hudsucker Proxy. EUA 1994, de Joel Coen] - 63
sim, há spoilers
Na Roda da Fortuna é praticamente uma história em quadrinhos. Seja pelos trejeitos da direção de Ethan Coel, que cria planos metonímicos, sejam pelos cenários de uma Nova Iorque quase de cartolina [observe nas tomadas feitas pelas janelas, onde os arranha-céus parecem de brinquedo] e também pelas reviravoltas do roteiro [cita-se aqui principalmente a passagem ao ato final], que de certa forma criam um misto de uma época apocalíptica com a revelação do sagrado, ainda que tudo de modo muito irônico. O roteiro é inteligente, mas muito mal organizado. As transformações que os personagens sofrem são extremamente mal construídas [salvo a inicial, com o protagonista Norville Barnes, interpretado por um Tim Robbins inspirado] e até mesmo discplicentes. A trama se simplifica ao máximo e tudo ocorre como num passe de mágica, o que certamente não poderia ser justificado pelo primeiro argumento utilizado, sobre o fato do filme se assemelhar a uma HQ, já que há inúmeros exemplos de tramas das mais bem construídas e celebradas. A personagem de Jennifer Jason Leigh [que atuou em Estrada Para a Perdição] é ao mesmo tempo a mola mestra do personagem de Robbins [junto com suas invenções], mas por outro lado esconde uma personalidade muito ambígua, mal estruturada no roteiro. O conteúdo de instabilidade econômica numa crítica as grandes corporações e a necessidade de vencer é interessante, e o filme sabe explorar bem este aspecto na medida em que mostra a transformação de um "ninguém" àquele que mora no 45 por meros objetivos inescrupulosos. Na Roda da Fortuna, como em inúmeros filmes dos Coen explora um tema central que dá voltas em torno do próprio eixo e que muitas vezes se constrói e se reconstrói acima de seus próprios alicerces. A figura de um bambolê é conectada com o chapéu em Ajuste Final e com o disco voador em O Homem Que Não Estava Lá, figuras circulares, sempre denotando um eterno recomeço, nunca finalizado dos acontecimentos que constróem a personalidade humana. Aparentemente os Coen adoram seus personagens, que ganham vida própria em suas histórias, mas aqui eles erraram a mão. Na Roda da Fortuna é menor, mas não deixa de ser fluido e com uma premissa interessante.
As figuras do mecânico do relógio e do servente são dos melhores instrumentos mostrados no filme, de modo que enaltece o sagrado numa transposição com uma atmosfera sufocante - o que já é uma cristalização da transformação de perspectiva e do duelo da personalidade do protagonista - é a personificação da consciência e até mesmo, numa perspectiva mais ampla e menos conectada com o personagem principal, de Deus, claro, num sentido muito alegórico e repleto de ironias, como no "combate final" entre os dois supracitados, servente e mecânico, decidindo o futuro do protagonista. "O Futuro é Agora", frase que marca o roteiro em diversos pontos determina justamente a necessidade perante as oportunidades e o imediatismo em tempos difíceis, o que também é mostrado no enorme relógio, outra figura que roda em torno de seu próprio eixo, como o bambolê e o frisbee. A efemeridade do que nem sempre é plausível e considerável numa perspectiva moralmente aceita.
Quanto Mais Quente Melhor [Some Like It Hot. EUA 1959, de Billy Wilder] - 73
Em Busca da Terra do Nunca [Finding Neverland. EUA/UK 2004, de Marc Forster] - 45
Hitch - Conselheiro Amoroso [Hitch. EUA 2005, de Andy Tennant] - 64
A Promessa [The Pledge. EUA 2001, de Sean Penn] - 23
sim, há spoilers
Ok, vamos por partes. frasezinhas infames à parte, eu quase desisti de ver A Promessa; por pouco não desligo de vez a televisão. A história é mais uma daquelas que o policial veterano vai sair da corporação e no meio de uma festa ou despedida recebe a notícia que alguém indefeso foi estuprado ou esquartejado de forma tão brutal que até mesmo James Wan se sentiria mal. Ele vai investigar o caso, é claro. É um homem bom, que teve problemas com o filho e que agora tenta cumprir uma promessa a uma mãe que perdeu a filha. Daí em diante o normal acontece; pistas falsas, personagens problemáticos [Del Toro; cara dos porcos espinhos, mulher do posto, etc], o policial tentando resolver os crimes e ao mesmo tempo ficando perturbado, obcecado pelo fato de ter que capturar quem os cometeu. Só que o filme não é simplesmente isso. Jerzy Kromolowski, o cara que escreveu o roteiro tentou criar algo fora do comum, do padrão para esse tipo de filme, aí ele tentou desenvolver um personagem completamente sem carisma, preenchido por uma atuação deprimente de Jack Nicholson. só que ele não desenvolve. Ele não explica o que realmente aconteceu com o filho dele, ele cria um personagem de presente, um personagem que se foca no agora e cuja característica mais interessante talvez seja sua ambiguidade em cuidar da menina e entregá-la ao assassino para depois capturá-lo.
Esse negócio de uma promessa sacralizada pelo seu corpo na cruz já começou ruim, simplesmente não faz sentido. é forçassão de barra, é tentar criar uma motivação acima da aceitável. mas acho que o pior é o desenvolvimento da investigação, onde gigantes, porcos espinhos e chocolates aparecem. WTF. O tal do Jerzy fumou uma legal antes de escrever, provavelmente. até porque nada ali faz sentido. E quando faz é tremendamente ruim e mal construído. É tentar criar um subterfúgio prático para a trama e tirá-la da comodidade já mencionada. A direção do Penn é igualmente ruim; a cena do parque é tão constrangedora quanto ridícula. A menina some, aí para criar tensão ele coloca uma edição mais rápida e PALHAÇOS - veja só, palhaços - aparecem fazendo caretas. Depois a menina aparece - ela não sumiu, é uma pista falsa! [o mesmo pra da igreja] - e ela ganha um porco espinho, todos felizes. A relação Nicholson/mulher do posto é também uma catástrofe~, ambos não funcionam juntos até porque o roteiro não dá espaço para o desenvolvimento da relação [que como já disse fica na ambiguidade com a garota mas nunca dá certeza do que ele realmente quer com a mulher] e a mesma é atua tão mal quanto a protagonista de Eu, Robô. Depois dessa eu acho que o Sean Penn devia só ficar como ator mesmo. e o Nicholson a escolher melhor os roteiros. o Jerzy? o Jerzy devia ir jogar golfe em Luxemburgo e nunca mais voltar. A Promessa é uma completa catástrofe.
Domingo, Fevereiro 13, 2005
Posted
1:42 AM
by FELIPE LEAL
Fellini Satyricon [Satyricon. ITA 1969, de Frederico Fellini] - 57
Provavelmente um dos filmes que mais exploram o mundo interior da figura do Homem. Arrisco a dizer que é provavelmente o filme mais "masculino" que já vi. Tendo como pano de fundo uma era pré-Cristo, onde Fellini faz uma livre - e insana - interpretação da peça de Petronius, que discutia a sexualidade masculina e as noções de poder, o diretor explora os sentimentos dos mais humanos no espectro da personalidade masculina. Iniciando-se como uma discussão aberta sobre os dogmas da sexualidade masculina, onde explora o homossexualismo latente, o ciúme e as lutas por amor - que podem ser substituídas por posse amorosa - Fellini desenvolve a trama em torno de todo o complexo ciclo de da psique masculina, onde os desejos poder, a sexualidade e a submissão se misturam. Satyricon é praticamente um filme surrealista, pois Fellini escolhe desenvolver a sua trama narrativa neste ponto, coisa que chegou a lembrar um pouco O Fantasma da Liberdade, filme absoluto de Buñuel. A partir de imagens altamente fragmentadas da Roma Antiga e da mitologia romana, incluindo aí Minotauros, conquistadores, césares e atores buscando prestígio, Fellini busca observar todos os campos da figura do Homem, mas o grande problema do filme é que o diretor se perde durante a concepção de suas idéias, que muitas vezes são atravessadas por refúgios estilísticos ou meramente insanos em detrimento da trama. O mesmo serve para as noções de ritmo do filme, Satyricon fica claramente entre o ritmo da narrativa e um ritmo subliminar, mental, já em seu subterfúgio surrealista, só que a maneira como o roteiro se constrói, dando muitas vezes vazão a passagens de cunho formalístico que acabam atrapalhando o filme, o tornam entediante em determinadas partes. Vale muito a pena quanto ao trabalho de subnível psicológico, mas a repetição de idéias e algumas maneiras escolhidas para que estas sejam mostradas, acabam por desgastar a obra. Acho melhor que A Doce Vida.
O Tesouro de Sierra Madre [The Treasure of the Sierra Madre. EUA 1948, de John Huston] - 82
breve.
Dos dias que se seguem, achei algumas coisas interessantes nos canais Telecine:
ps - claro que há alguns outros muito bons [Uma Mulher é Uma Mulher, A Bela da Tarde, etc], mas só colocarei aqui os que ainda não vi e que penso em ver.
Segunda [14/02] - A História de Adele H [09:30/TCC]; O Destino de Posseidon [11:15/TCC]; A Era do Rádio [14:30/TCE]; Wild Bill [23:00/TCA]
Quarta [16/02] - Interlúdio de Amor [23:40/TCC]; O Portal do Paraíso [04:10/TCE]
Quinta [17/02] - Roma de Fellini [22:40/TCC]; Faça A Coisa Certa [04:30/TCE]; Callas Forever [18:45/TCP]
Sexta [18/02] - Ódio Contra Ódio [04:40/TCC]; Na Idade da Inocência [15:10/TCC]; Fuga á Meia Noite [22:45/TCA]
Sábado, Fevereiro 12, 2005
Posted
2:18 AM
by FELIPE LEAL
O Aviador [The Aviator. EUA 2004, de Martin Scorsese] - 75
Pra ser sincero, esperava pouco de O Aviador, mesmo se tratando de Martin Scorsese, Howard Hughes, super produção de uma biografia em 3 horas de duração com elenco estelar, etc. Porém, trata-se de um ótimo filme, com uma proposta interessante de análise da vida de um magnata do cinema e da aviação norte-americana, onde constrói-se um belo roteiro de uma personagem complexa que convive ao mesmo tempo com a ameaça de um transtorno obsessivo compulsivo, manias de perseguição e desconfiança por parte de determinados elementos que buscavam minar seu império. Todo o processo de escalada ao sucesso que Howard Hughes enfrenta é mostrado com maestria por uma direção impressionante e até diferente da mostrada em seus últimos trabalhos por Scorsese. O diretor filma planos fechados como nunca, onde chegou até a me lembrar Visconti em dados momentos, dada a apuração estética, o perfeccionismo inerte e o aproveitamento de espaços contínuos de forma incrível. As tomadas nos aviões também são igualmente poderosas e bem filmadas. A reconstituição das décadas de 20, 30 e 40 são igualmente belas e bem trabalhadas e o timing correto de um roteiro da narrativa bem trabalhado não fazem com que o filme pareça ter 170 minutos. As cenas de decadência de Hughes são bem demonstradas e muitas demonstram um intenso trabalho de iluminação de Aviator. O apuro criativo do menino que queria voar e criar o futuro são demonstrados com clareza numa atuação onde Caprio cria um Hughes compulsivo, obstinado e muitas vezes indefeso, coisa ressaltada pela ausência da figura da mãe, o que explica a total exposição em várias cenas de seios, decotes e blusas apertadas, já que muitos estudiosos do assunto ligam tal gosto - que no personagem é acima do fetiche - numa ausência da figura materna nos primeiros momentos de formação de personalidade. Vale ressaltar também aquela cena do banheiro onde o protagonista se corta que é provavelmente uma das melhores de todo o filme. Mas este tem alguns problemas.
O flashback narrativo na figura da mãe se torna de certa forma ambiguo entre a determinação já pré-proscrita do futuro prodigioso/ retento a ataques do protagonista e a uma possibilidade de mero refúgio temático e narrativo inato para formar e engrandecer a figura de Howard Hughes. A edição também apresentou certos problemas, principalmente em cenas de diálogos 2/2 em planos abertos, como na cena em que di Caprio contracena com Beckinsale, que definitivamente não faz um bom trabalho aqui, destoando do resto do perfil interpretativo do elenco que se determina com pérolas da atuação, principalmente em um magnífico Leonardo di Caprio e em uma Cate Blanchet provavelmente até melhor que Natalie Portman, se formos nos utilizar de fruto de comparação para o Oscar. Esta interpretando Katherine Hepburn fez uma pesquisa de formação de personagem tão a fundo que a incorporação de sotaques, trejeitos e até maneira de andar a fizeram ser efetivamente a atriz de por exemplo, Uma Aventura na África, onde muitas de suas caraterísticas são demonstradas na atuação. O excesso de referências a Scarface também desgasta o próprio poder do filme de Scorsese, quando este através de sucessivas analogias desgasta seu roteiro até então tão bem construído em favor de um outro, cuja analogia é muito válida - onde diferente do protagonista de Scarface, Hughes não desce ao inferno e permanece por lá, ele ressurge - mas cuja repetição [aquela cena com 3 cartazes de Scarface faziam meu cérebro gritar "Scarface! Scarface! Scaface!"] tiram dado brilho do roteiro e do personagem que divide o espectro de sua auto destruição com Tony Camonte.
Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Posted
8:30 PM
by FELIPE LEAL
Entrando Numa Fria Maior Ainda [Meet the Fockers. EUA 2004, de Jay Roach] - 47
repete diversas vezes momentos do primeiro filme, o que torna tais cenas um pouco cansativas. o subtexto do pai de pamela, deniro, está definitivamente chato já que absolutamente nada de novo é acrescentado ao personagem. o roteiro apela para certos clichês do gênero e reduz personagens a estereótipos - engraçados até dado momento - cuja repetição de características também cansa. o final me soou demasiadamente forçado, conto de fadas. já dustin hoffman está realmente muito bem, é o melhor dos 6 e o filme tem determinadas cenas que são engraçadíssimas; o primeiro é bem melhor.
Jogos Mortais [Saw. EUA 2004, de James Wan] - 74
Sideways - Entre Umas e Outras [Sideways. EUA 2004, de Alexander Payne] - 70
/Alien/ [Idem. EUA 1979, de Ridley Scott] - 75
/Alien/ [Idem. EUA 1979, de Ridley Scott] - 75
Caiu um pouco após duas revisões seguidas. O primeiro ato inteiro é lentíssimo, e não cria definitivamente um suspense que possa ser sustentado por muito tempo. Os conflitos internos entre os personagens off conflito com o Alien [que seria a estrutura principal do roteiro] também são igualmente fracos [tirando um pouco Ash, o robô X Ripley] e meros estereótipos ou peças a serem descartadas são construídas por Scott, fora a personagem Ripley, interpretada por uma ótima Weaver. O mais importante seria o suspense da obra, que após revisão perde percentual considerável de sua força já que a direção de Scott oscila bons e maus momentos, prevalecendo nos primeiros, mas prejudicando o todo enquanto erro de criação, até porque a trama e os momentos de impacto já seriam previamente revelados em uma revisão. Já que aqui um roteiro base não é de estrutura fundamental, como seriam com personagens complexos, reviravoltas elaboradas, complicações bem definidas, etc, o filme preza o combate dos humanos com o alienígena - cuja parte da frente da armadura/rosto era feita com verdadeiros ossos humanos - e nisso Scott acerta bonito, criando cenas de imensa tensão aliadas com uma fotografia interessante e a gritos histéricos. Vale lembrar que a maquiagem e os efeitos especiais são espetaculares, e a trilha sonora de Jerry Goldsmith dá um toque em cada cena da narrativa. É flagrante uma carga de herança de 2001 - UONE em Alien. Scott se utilizou de enquadramentos, closes e até certos diálogos e trejeitos da narrativa que Kubrick usou na coisa sobrenatural que é 2001, aqui em Alien. E não ficou ruim, pelo contrário, deu um toque mais inteligente ao filme, que fulgura como um dos grandes no gênero do suspense/terror, criando uma das séries mais cultuadas de todos os tempos.
/Nascido Para Matar/ [Full Metal Jacket. EUA 1987, de Stanley Kubrick] - 80
Definitivamente Kubrick quebra absolutamente o ritmo do filme na segunda metade do mesmo. A narrativa perde força e a passagem inefável de Joker para o campo de batalha é um tanto quanto pouco planejada, ao contrário de todo o resto do roteiro. A cena com a menina vietconque é pra mim da mesma força da cena onde a menina alemã canta em Glória Feita de Sangue, ou seja, extremamente manipulativa. Além da carga política na segunda metade, cujas idéias sequenciais [câmeras filmando, certos diálogos] acabam tornando uma tecla já mencionada excessivamente em todo o filme [nesse caso já escancarada em todo o treinamento], chata. Porém, apenas isso é contrário ao filme, que mostra todo um processo de degradação humana em sua primeira metade que é possivelmente das mais bem conduzidas sequências de Kubrick. O uso de trilha sonora é genial e totalmente "anti-compatível" com as cenas mostradas, revelando um caráter um tanto irônico que se carrega desde o primeiro minuto de filme. A destruição dos personagens em máquinas de guerra é dos maiores exemplos recomposição da alma humana e de lavagem cerebral completa, coisa que já viria aparecer em Laranja Mecânica anos antes.
O Aviador [The Aviator. EUA 2004, de Martin Scorsese]
oh boy, i need to think.
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