Orionlog

Quarta-feira, Março 09, 2005


filmes na españa.

Mar Adentro [Idem. ESP 2004, de Alejandro Amenábar] - 42

/Lost In Translation/ [EUA 2003, de Sofia Coppola] - 84 quinta vez.


na espanha os filmes NAO TEM legenda. muito menos no cinema, pelo menos aqui na cidade onde eu tou, salamanca. eh tudo puramente em espanhol e nada mais. tah meio ruim ainda pra entender um filme inteiro, mas essa semana devo ver Hotel Rwanda.

falei com um maluco frances que jah foi pra cannes e ele disse pra eu desistir de ir ver o festival, porque eh absolutamente a coisa mais cara do mundo, que uma agua em cannes vai custar 12 reais, e que nao eh facil conseguir ingressos pros filmes. ele disse que eles legendam em varios idiomas, e que isso nao seria problema, mas o problema eh o preco mesmo. ele conhece um cara que eh amigo de um organizador de cannes e vai pegar mais informacoes pra mim sobre o festival.


Quarta-feira, Março 02, 2005


Não rola falar de Oscar. Talvez que tenha sido uma das festas mais agradáveis que eu já vi. E considero merecidos os prêmios, mesmo Scorsese não ganhando. [Afinal, tinhamos Clint].

Crepúsculo dos Deuses [Sunset Boulevard. EUA 1950, de Billy Wilder] - 78

pra mim, CREPÚSCULO DOS DEUSES, tem o mesmo problema de OS PÁSSAROS, do Hitchcock. ambos poderiam ser mais bem desenvolvidos a fundo de narrativa. wilder desenvolve os dois personagens principais, mas sem bagatelas de passado ou formação de caráter - já que todos tirando a mocinha são corrompidos - ele mostra seus personagens em tempo presente, e uma trama escancarada: ele quer questionar hollywood, o fracasso e a podridão daquele sistema, que é interpretado de forma ABSOLUTA por Gloria Swanson, numa atuação até meio doentia, onde as feições de seu rosto mudam por completo em cada cena e a iluminação dita tons de seu espírito. só que a trama que poderia ser mais desenvolvida, principalmente no ambito de cada personagem o que não acontece. wilder cria clima de noir e mistério pouco resolvido - é so ver o mordomo, a casa, etc - e qualquer outro subterfúgio interpretativo vai por água abaixo até pq o roteiro é todo fechadinho pra uma possível redenção, ainda que bastante ironica, no final. quee o filme critica a industria do cinema respaldada no espírito humano que se degrada, todo mundo sabe. só que é só até aí que wilder vai. a moçinha mesmo é tão alavanca de narrativa que incomoda. mesmo o relacionamento dos dois sendo delicioso - palavra REF - me pareceu um tanto ausente do resto do que vinha sendo mostrado antes, de forma brilhante é claro. é um grande filme, provavelmente eu estava de mau-humor, mas a verdade é que não me agradou tanto assim quanto a vocês.

Os Guarda-Chuvas do Amor [Les Parapluies de Cherbourg. FRA 1964, de Jacques Demy] - 74

O Homem Que Matou O Facínora [The Man Who Shot Liberty Valance. EUA 1962, de John Ford] - 82

Fanny & Alexander [Fanny och Alexander. SUE 1982, de Ingmar Bergman] - W/O depois de 2 horas e 20 minutos


me pareceu tão irritante, tão insuportável, tão horrível, que eu parei de ver. mas não o fiz com medo de não agradar a criticos e puristas, fiz pq resolvi dar mais uma chance ao filme, já que as condições em que o vi eram das mais adversas. telefone tocando a cada 28 segundos, tava em cima da hora pra entregá-lo na locadora; um sol escaldante em minha face e no monitor do pc, que foi onde eu vi por falta de outro lugar no dia e minha cabeça a mil na viagem que ocorre amanhã. enfim, perdi de w/o. não gostei da esterotipação dos personagens, da dualidade de narrativa pós 1 hora de filme, do ritmo utilizado, etc. pra ser sincero, me pareceu um FESTA DE FAMÍLIA querendo ser bonitinho, mandando uns podres aqui e acolá e misturando com conto de fadas e história de espíritos, muito da pra inglês ver mesmo. gostei particularmente da direção minimalista e dos planos longos de bergman, da fotografia e da iluminação que em dados momentos lembram as de GRITOS E SUSSURROS, claro sem nem comparar este, obra prima total, com o em questão [fanny].


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